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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Uma nova forma de fazer jornalismo

Hoje em dia, com o advento das redes sociais, muito se fala em conceitos de interatividade e web 2.0, que amplia a participação do usuário, tornando-o protagonista das ferramentas da internet. Porém, no campo do jornalismo, antes disso (na década de 90) já surgiram experiências que hoje são conhecidas como jornalismo colaborativo: sites como o Slashdot.com, o Centro de Mídia Independente e o OhMyNews.com são os exemplos de maior destaque.

Nessa modalidade de jornalismo, o conteúdo produzido parte do usuário. Ou seja, muda não só o papel do profissional jornalista, mas como também a relação com o público. Antes o jornalista era produtor do conteúdo, quem selecionava o que deveria ou não ser noticiado e repercutido (gatekeeper) para e por uma massa de leitores e consumidores passivos (broadcasting). Agora, esses leitores possuem um papel mais ativo, proporcionado pela internet: todo o conteúdo autoral se origina do público, que decide os fatos que merecem ser repercutidos e a sua forma de difusão. Cabe ao jornalista, nesse caso, exercer a função de um organizador desse conteúdo (gatewatcher), que por partir do público, existe em quantidades infinitas. Isso cria uma relação mais íntima entre as duas partes, quebrando uma fronteira existente entre a redação e o público, e fazendo o jornalista descer do pedestal de “detentor do conhecimento”: o intercasting.

Mas essa nova configuração não pressupõe a não-existência do jornalismo tradicional, e nem exclui a existência de uma formação ética e técnica ao jornalista. O jornalismo colaborativo é apenas mais uma nova forma de se praticar a profissão.

Erich Casagrande, Thiago de Verney e Tomás Petersen

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