O webjornalismo se diferencia das outras plataformas, principalmente, por algumas característica que não se destacam nos outros meios. A hipertextualidade, a personalização, a multimidialidade, a atualização contínua e a interatividade são fatores que tornam esse meio tão peculiar.
O hipertexto, elemento estrutural que configura a informação na web, possibilita que o leitor tenha uma postura ativa perante o conteúdo disponível, ou seja, permite que ele possa eleger por onde navegar na rede e optar por diferentes maneiras de visualizar o conteúdo, seja por imagem, som, texto, infografia, vídeo. Essa forma de unir todas as linguagens jornalísticas em apenas um meio é o que denominamos de multimidialidade.
No entanto, a que predomina no webjornalismo ainda é a verbal escrita.
Outra característica marcante é a interatividade e personalização. O usuário tem uma influência forte na criação de conteúdo, pois ele pode emitir opinião de forma instantânea e determinar diferentes formas de arquitetura da informação. Além disso, no webjornalismo é possível direcionar o conteúdo para diferentes tipos de interesse do internauta, isso é o que os autores chamam de personalização.
Diante desse cenário de possibilidades, o jornalista precisa de um dinamismo e uma visão ampla para transmitir e informar de maneira eficaz um determinado assunto.
Thiago Verney; Diego Vieira; Débora Puel; Jéssica Camargo
Espaço digital da disciplina Jornalismo Online, do Curso de Jornalismo da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, ministrada pela prof. Raquel Ritter Longhi.
Pesquisar este blog
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Uma linguagem feita de palavras e imagens
Com base no texto Webnotícia - propuesta de modelo periodístico para la www, de João Canavillas, o jornalismo tem uma linguagem própria que se diferencia da literária e utiliza de técnicas e códigos específicos. Essa forma de produção textual é pensada para propicia aos leitores uma leitura mais rápida e facilitada das informações.
O webjornalista pode fazer uso de vários meios (textos, áudios, vídeos, infográficos, imagens, etc) para complementar a matéria e de hipertextos para aprofundar e contextualizar o texto. O profissional deve ter habilidade para pensar em como estruturar o conteúdo fazendo uso destas ferramentas e sem deixar o assunto redundante (um vídeo que seja acompanhado de sua transcrição, sem adição de novas informações). Também deve-se perceber e usar os elementos analógicos da linguagem jornalística como meios de informação, e não como mera embalagem. Embora o texto seja um dos elementos mais usados na internet, certos dados podem ser melhor informados através de um vídeo, uma foto ou um gráfico. Essa visão de uma linguagem jornalística além das palavras é melhor explicada por Nilson Lage no livro Linguagem Jornalística.
Nayara D`Alama, Rogério Moreira Júnior, Thayza Melzer
Imagem: Montagem sobre fotos de cobrasoft, arte_ram, guitargoa/stock.xchng
O webjornalista pode fazer uso de vários meios (textos, áudios, vídeos, infográficos, imagens, etc) para complementar a matéria e de hipertextos para aprofundar e contextualizar o texto. O profissional deve ter habilidade para pensar em como estruturar o conteúdo fazendo uso destas ferramentas e sem deixar o assunto redundante (um vídeo que seja acompanhado de sua transcrição, sem adição de novas informações). Também deve-se perceber e usar os elementos analógicos da linguagem jornalística como meios de informação, e não como mera embalagem. Embora o texto seja um dos elementos mais usados na internet, certos dados podem ser melhor informados através de um vídeo, uma foto ou um gráfico. Essa visão de uma linguagem jornalística além das palavras é melhor explicada por Nilson Lage no livro Linguagem Jornalística.
Nayara D`Alama, Rogério Moreira Júnior, Thayza Melzer
Imagem: Montagem sobre fotos de cobrasoft, arte_ram, guitargoa/stock.xchng
Marcadores:
códigos,
linguagem jornalística,
webjornalismo
Linguagem jornalística no espaço digital
Assim como cada meio tem sua linguagem própria, na web também é preciso que a notícia esteja moldada a esse meio para que a transmissão da mensagem seja eficaz. A estrutura organizacional das informações veiculadas na web também é diferenciada, pois exige que o jornalista integre diferentes formas de passar a mensagem: texto aliado à imagens, vídeos e principalmente hipertextos.
É justamente o hipertexto que diferencia a produção jornalística para a web. Para trabalhar com este tipo de estrutura é necessário que o jornalista tenha consciência da hierarquização das informações para complementar o texto da página principal, de forma independente do mesmo.
O site G1, por exemplo, usa o hipertexto para direcionar o leitor para uma outra notícia do mesmo site, também atual, relacionada ao assunto da principal, porém totalmente independente.
Notícia principal:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/04/eurocontrol-preve-que-70-dos-voos-na-europa-nao-poderao-decolar-hoje.html
Hipertexto relacionado:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/04/metade-do-trafego-aereo-pode-voltar-ao-normal-nesta-segunda-diz-ue.html
A ferramenta também pode ser usada como um popup (o hipertexto é aberto em nova janela). No exemplo abaixo, a matéria principal é sobre as oligarquias na Colômbia e o leitor pode acessar uma entrevista sobre o assunto, através de um hipertexto.
Matéria principal:
http://cotidiano.ufsc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=564:qa-oligarquia-da-colombia-e-a-mais-violenta-que-eu-conhecoq-&catid=42:reportagem&Itemid=62
Hipertexto:
http://cotidiano.ufsc.br/images/popup/hernando.swf
A linguagem na web deve ser diferenciada e o texto mais curto, de forma que seja atrativo para o leitor. O hipertexto é excelente recurso para fragmentar o texto e possibilitar que o leitor seja ativo e escolha o que quer ler. Por ter uma leitura dinâmica, o webjornalismo possibilita a multimidialidade, através de vídeos, podcasts e slideshows.
Slideshow do site Uol, que utiliza o recurso para substituição do texto noticioso:
http://noticias.uol.com.br/album/100419_album.jhtm?abrefoto=10
Alunas: Claudia Mebs, Rosielle Machado e Suélen Ramos
É justamente o hipertexto que diferencia a produção jornalística para a web. Para trabalhar com este tipo de estrutura é necessário que o jornalista tenha consciência da hierarquização das informações para complementar o texto da página principal, de forma independente do mesmo.
O site G1, por exemplo, usa o hipertexto para direcionar o leitor para uma outra notícia do mesmo site, também atual, relacionada ao assunto da principal, porém totalmente independente.
Notícia principal:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/04/eurocontrol-preve-que-70-dos-voos-na-europa-nao-poderao-decolar-hoje.html
Hipertexto relacionado:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/04/metade-do-trafego-aereo-pode-voltar-ao-normal-nesta-segunda-diz-ue.html
A ferramenta também pode ser usada como um popup (o hipertexto é aberto em nova janela). No exemplo abaixo, a matéria principal é sobre as oligarquias na Colômbia e o leitor pode acessar uma entrevista sobre o assunto, através de um hipertexto.
Matéria principal:
http://cotidiano.ufsc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=564:qa-oligarquia-da-colombia-e-a-mais-violenta-que-eu-conhecoq-&catid=42:reportagem&Itemid=62
Hipertexto:
http://cotidiano.ufsc.br/images/popup/hernando.swf
A linguagem na web deve ser diferenciada e o texto mais curto, de forma que seja atrativo para o leitor. O hipertexto é excelente recurso para fragmentar o texto e possibilitar que o leitor seja ativo e escolha o que quer ler. Por ter uma leitura dinâmica, o webjornalismo possibilita a multimidialidade, através de vídeos, podcasts e slideshows.
Slideshow do site Uol, que utiliza o recurso para substituição do texto noticioso:
http://noticias.uol.com.br/album/100419_album.jhtm?abrefoto=10
Alunas: Claudia Mebs, Rosielle Machado e Suélen Ramos
Marcadores:
hiperlink,
hipertexto,
linguagem para web,
webjornalismo
O hipertexto como nova possibilidade
O autor expõe a linguagem jornalística na internet como uma “simbiose” das linguagens existentes nos demais meios (impresso, rádio e TV). Ou seja, no meio online tem-se a possibilidade de unir os três conceitos anteriores, originando o novo conceito de multimídia.
Isso impõe uma nova especialização ao profissional. O jornalista agora precisa convergir as habilidades dos três meios em um mesmo produto, adaptando as linguagens para melhor transmitir a mensagem. A eficiência dessa transmissão segue critérios que se relacionam com a própria mensagem em si, ou seja, o mesmo padrão de uma matéria não necessariamente será usando em outra. Por exemplo: há notícias em que determinadas fotos ilustram bem e fornecem a informação com eficácia, enquanto em outras matérias, infográficos são mais necessários.
Outro ponto dessa nova especialização é a possibilidade do hipertexto. Atribuir um link a determinada palavra ou informação, permite com que o jornalista desdobre o assunto noticioso em outras angulações que acrescentem informações complementares ou diferentes pontos de vista. Nesse aspecto as possibilidades de conexões são infinitas, porém devem ter critérios lógicos.
Erich Casagrande e Tomás Mayer
Marcadores:
Canavilhas,
Convergência,
convergência de mídias,
hipertexto,
Jornalismo Online
Características da linguagem jornalística na web
A linguagem jornalística tem como característica mais destacada a eficácia na transmissão de mensagens. Essa eficiência implica na adoção de códigos adequados aos diferentes meios de comunicação. O rádio, por exemplo, precisa ter a preocupação com a linguagem oral e com a ambientação por efeitos sonoros. Já a televisão, por usar imagens, deve cuidar para que o texto do repórter não seja redundante.
O jornalismo na web, mesmo que seja multimídia, também tem linguagem com características próprias. A hipertextualidade é a especificidade mais marcante do webjornalismo, que permite ao profissional aprofundar e ao usuário escolher quais informações deseja obter. Com isso, há uma personalização de conteúdo, possibilitando uma maior interatividade. Além disso, neste meio não existe mais o entendimento de deadline, já que é necessária uma atualização contínua.
Berenice dos Santos, Claudia Xavier e Daniela Bidone
O jornalismo na web, mesmo que seja multimídia, também tem linguagem com características próprias. A hipertextualidade é a especificidade mais marcante do webjornalismo, que permite ao profissional aprofundar e ao usuário escolher quais informações deseja obter. Com isso, há uma personalização de conteúdo, possibilitando uma maior interatividade. Além disso, neste meio não existe mais o entendimento de deadline, já que é necessária uma atualização contínua.
Berenice dos Santos, Claudia Xavier e Daniela Bidone
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Uma nova forma de fazer jornalismo
Hoje em dia, com o advento das redes sociais, muito se fala em conceitos de interatividade e web 2.0, que amplia a participação do usuário, tornando-o protagonista das ferramentas da internet. Porém, no campo do jornalismo, antes disso (na década de 90) já surgiram experiências que hoje são conhecidas como jornalismo colaborativo: sites como o Slashdot.com, o Centro de Mídia Independente e o OhMyNews.com são os exemplos de maior destaque.
Nessa modalidade de jornalismo, o conteúdo produzido parte do usuário. Ou seja, muda não só o papel do profissional jornalista, mas como também a relação com o público. Antes o jornalista era produtor do conteúdo, quem selecionava o que deveria ou não ser noticiado e repercutido (gatekeeper) para e por uma massa de leitores e consumidores passivos (broadcasting). Agora, esses leitores possuem um papel mais ativo, proporcionado pela internet: todo o conteúdo autoral se origina do público, que decide os fatos que merecem ser repercutidos e a sua forma de difusão. Cabe ao jornalista, nesse caso, exercer a função de um organizador desse conteúdo (gatewatcher), que por partir do público, existe em quantidades infinitas. Isso cria uma relação mais íntima entre as duas partes, quebrando uma fronteira existente entre a redação e o público, e fazendo o jornalista descer do pedestal de “detentor do conhecimento”: o intercasting.
Mas essa nova configuração não pressupõe a não-existência do jornalismo tradicional, e nem exclui a existência de uma formação ética e técnica ao jornalista. O jornalismo colaborativo é apenas mais uma nova forma de se praticar a profissão.
Erich Casagrande, Thiago de Verney e Tomás Petersen
Nessa modalidade de jornalismo, o conteúdo produzido parte do usuário. Ou seja, muda não só o papel do profissional jornalista, mas como também a relação com o público. Antes o jornalista era produtor do conteúdo, quem selecionava o que deveria ou não ser noticiado e repercutido (gatekeeper) para e por uma massa de leitores e consumidores passivos (broadcasting). Agora, esses leitores possuem um papel mais ativo, proporcionado pela internet: todo o conteúdo autoral se origina do público, que decide os fatos que merecem ser repercutidos e a sua forma de difusão. Cabe ao jornalista, nesse caso, exercer a função de um organizador desse conteúdo (gatewatcher), que por partir do público, existe em quantidades infinitas. Isso cria uma relação mais íntima entre as duas partes, quebrando uma fronteira existente entre a redação e o público, e fazendo o jornalista descer do pedestal de “detentor do conhecimento”: o intercasting.
Mas essa nova configuração não pressupõe a não-existência do jornalismo tradicional, e nem exclui a existência de uma formação ética e técnica ao jornalista. O jornalismo colaborativo é apenas mais uma nova forma de se praticar a profissão.
Erich Casagrande, Thiago de Verney e Tomás Petersen
Jornalismo colaborativo, relevância da informação e papel do jornalista
Com o surgimento do jornalismo colaborativo, várias questões podem ser abordadas sobre a importância do jornalista profissional na produção e gerenciamento das notícias desses espaços. Uma delas é a filtragem de conteúdo, baseada na política editorial dos veículos de informação. Um ponto de discussão no texto Cartografia da informação no Webjornalismo é quanto à relevância dos conteúdos pautados pelos “jornalistas-cidadãos”. Em meio com tamanha pluralidade de opiniões como num site colaborativo é natural que surjam discussões sobre a segmentação das informações e a relevância das mesmas para a sociedade. Ironicamente, é nesse contexto onde todos podem contribuir, que o papel do jornalista se evidencia com mais força: o jornalista é um cartógrafo, que organiza o espaço, relaciona informações e cumpre seu papel de gerenciador de conteúdo.
Um exemplo da importância do jornalista na apuração e condução da informação é a tragédia que acontece no Rio de Janeiro. O profissional tem a possibilidade de cobrir melhor o que está acontecendo, pois tem a credencial que o permite ter acesso a fontes oficiais, como Defesa Civil e Bombeiros, além de ter estrutura organizacional e aparatos tecnológicos suficientes para uma cobertura mais completa e com unidade de informação.
Outro exemplo pode ser visto no vídeo do G1 acima. Sem um contexto, e informações mais completas, um amontoado de vídeos caseiros acaba não sendo muito útil. Pode até mesmo emocionar, ou mostrar como está a situação, mas necessita de mais informações.
Obviamente que a tragédia desperta interesse em todos os cidadãos, não só os que sofreram diretamente as conseqüências das chuvas. Muitas pessoas oferecem vídeos e informações em Blogs a cerca do assunto, porém, podem ser desencontradas e não fornecerem informações mais completas e uma visão mais ampla dos desabamentos, como conseqüências políticas para a cidade, por exemplo. Essa visão não diz respeito a mero conhecimento de algumas coisas, mas uma série de teorias e conhecimentos que se espera que o jornalista tenha adquirido na formação acadêmica.
É aí que o verdadeiro potencial do jornalista vai aparecer: não devemos nem merecemos permanecer num pedestal, censurando o que merece espaço na mídia. Por outro lado, seria sofrível esperar que cada pessoa tivesse conhecimento e maturidade suficientes para filtrar o que deve ler.
Um exemplo da importância do jornalista na apuração e condução da informação é a tragédia que acontece no Rio de Janeiro. O profissional tem a possibilidade de cobrir melhor o que está acontecendo, pois tem a credencial que o permite ter acesso a fontes oficiais, como Defesa Civil e Bombeiros, além de ter estrutura organizacional e aparatos tecnológicos suficientes para uma cobertura mais completa e com unidade de informação.
Outro exemplo pode ser visto no vídeo do G1 acima. Sem um contexto, e informações mais completas, um amontoado de vídeos caseiros acaba não sendo muito útil. Pode até mesmo emocionar, ou mostrar como está a situação, mas necessita de mais informações.
Obviamente que a tragédia desperta interesse em todos os cidadãos, não só os que sofreram diretamente as conseqüências das chuvas. Muitas pessoas oferecem vídeos e informações em Blogs a cerca do assunto, porém, podem ser desencontradas e não fornecerem informações mais completas e uma visão mais ampla dos desabamentos, como conseqüências políticas para a cidade, por exemplo. Essa visão não diz respeito a mero conhecimento de algumas coisas, mas uma série de teorias e conhecimentos que se espera que o jornalista tenha adquirido na formação acadêmica.
É aí que o verdadeiro potencial do jornalista vai aparecer: não devemos nem merecemos permanecer num pedestal, censurando o que merece espaço na mídia. Por outro lado, seria sofrível esperar que cada pessoa tivesse conhecimento e maturidade suficientes para filtrar o que deve ler.
Marcadores:
cartografia,
G1,
Jornalismo Colaborativo
Assinar:
Postagens (Atom)
