Espaço digital da disciplina Jornalismo Online, do Curso de Jornalismo da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, ministrada pela prof. Raquel Ritter Longhi.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
Podcasting e Narrativas de tela
a) Tenha algo para dizer, dividindo em partes - começo, meio e fim;
b) Determine a duração - é importante considerar quanto tempo as pessoas estarão interessadas em gastar ouvindo o seu produto;
c) Grave as entrevistas sempre que necessário - quando for incluir pontos de vistas diferentes, consiga autorização para publicá-los;
d) Música e sons naturais engrandecem o trabalho - use a voz natural do locutor, mas lembre-se que você vai precisar de inflexões diferenciadas, sem soarem falsas. Não é necessário um estúdio especial. No entanto, procure sempre um lugar quieto. Mantenha o microfone a doze polegadas da sua boca e sempre em sua posse;
e) Utilize softwares de edição específicos e converta o podcast para o formato de mp3. Publique em sites onde quer armazenar o arquivo e, se necessário, crie feeds para que as pessoas sejam notificadas sobre as atualizações;
f) Periodicidade - irregularidade nas publicações fazem a audiência perder o interesse.
4. Hoje em dia, uma narrativa não tem mais de ficar limitada a apenas uma mídia, principalmente em um meio como a internet, que é fértil em formas de se contar uma história. Ou seja, diversos exemplos (links) podem ser dados em uma mesma linha narrativa. Ao mesmo tempo, também podemos vislumbrar, quase paralelamente, diferentes versões de uma mesma história - em vídeo, podcast, texto - sem perder a base fundamental desta narrativa. Além disso, ainda abre-se a possibilidade de interatividade, onde um leitor/usuário pode criar sua própria versão do fato, ou comentá-lo.
Postado por César Soto, Diego Souza, Juliana Geller, Úrsula Dias e Wesley Klimpel
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Integração ou justaposição?
Apesar de no jornalismo online existir a possibilidade de integrar diferentes mídias em um mesmo portal, de acordo com o texto “Narrativas webjornalísticas em multimídia: breve estudo da cobertura do NYTimes.com na morte de Michael Jackson”, de Raquel Longhi, o que acontece é a simples justaposição dessas linguagens.
O portal G1 é um exemplo de como essas mídias aparecem juntas, porém sem um rearranjo em suas linguagens. Não há um complemento das informações entre as mídias, além delas não serem pensadas para o meio online.
No exemplo acima, o texto que poderia ser um complemento do vídeo, ou vice-versa, é uma simples transcrição do mesmo. Da mesma forma, o vídeo é feito, originalmente, para a televisão e por isso não é pensado para cumprir uma das funções da web, que é integrar diferentes linguagens.
Os especiais multimídia são um exemplo de jornalismo online que exercem esse rearranjo de informações. O software utilizado é normalmente o Flash, que possibilita uma maior interação entre vídeo, texto, fotos e áudio.
No especial “Em la frontera del futuro”, do grupo Clarín, a integração das mídias pode ser vista na seção “Miradas”, em que clicando em cada personagem, inicia-se o vídeo com o depoimento de cada um.
Em relação a interatividade, a direção de comunicação do especial pode ser considerada de uma via, exceto pela possibilidade do leitor fazer comentários, na seção “Opine”. O especial pode ser acessado a qualquer momento e por isso existe flexibilidade de tempo. Quanto ao nível de controle, é o emissor quem define o conteúdo a ser disponibilizado, porém o receptor pode escolher quais informações terá acesso.
Todo o conteúdo do especial dá ao leitor uma perspectiva do que acontecerá em 25 anos. Assim, trata-se de um conteúdo informativo, sem colaboração do receptor.
Claudia Mebs, Rosielle Machado